quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Desabafo

Acho que talvez eu tenha descoberto aquilo que quero:escrever, criar,pensar sobre a criação.Viver a arte de todas as formas...Cortejar o conhecimento, mas como aprofundamento de uma experiência de vida que precisa, tem que ser realizada sob a as camadas de mascara que normalmente utilizamos.Para isso será necessário retirar de si o componente fundamental de defesa:a pele.Feita de minúsculas células e centenas de camadas de convenções e mentiras, a carne nua que sangra é a unica capaz de absorver a contento toda a infinita profundidade da experiência humana.É preciso estar alerta, em todos os sentidos, para trazer à tona as vísceras de existência, fazer com que absorvam todo o oxigênio possível e dar-lhes moldura de criação artística. É preciso ser demasiadamente humano para ter a coragem de expor-se, de enfrentar olhares e palavras que cortam até o osso, posto que não encontram anteparo de personagens e desculpas...Não há defesa ou artifício quando se mostra exatamente o que se é.Para ser livre é preciso sentir que se morre a cada crítica,mas que se renasce sempre, sem ressalvas, sem freios, somente duas asas com as quais trilhar o único caminho possível: a arte como potência de vida.A vida, como potência da arte..

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